«caraphernelia»

O ano é novo mas a vida não,
Os meus sentidos adormeceram,
O tempo a passa-me por entre as mãos.
Sinto-me a navegar,
Sem rumo e sem luar,
Num simples mar de escuridão...
Não quis amar mas aconteceu,
Não quero odiar mas quem escolhe não sou eu.
Então navego pelo tempo escoado,
Pelo ressentimento mal curado,
Pelo o que quero e não sentir,
Sinto-me presa dentro de mim mesma,
Quero que acabe mas não posso fugir.

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